RADIO ATALTIC SEA

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Despido e descalço ...

Hoje somente quero escrever o que me dita o momento:assim, embalado na leitura  a que me dediquei nas ultimas horas somente me resta dizer o seguinte:

Perdoa-me, se fui a pedra, a nuvem cinzenta ou o espinho aguçado que fez com que teu coração sangrasse nos momentos em que mais precisavas ser feliz. Perdoa-me, se fui a pedra, a nuvem cinzenta ou o espinho aguçado que fez com que teu coração sangrasse nos momentos em que mais precisavas ser feliz. - Esquece o que fui...Esquece esta nota desafinada que fui e soou perdida na harmoniosa tranquilidade dos teus dias...- Perdoa-me se fui a nuvem cinza que pousou inconsciente e inconsequente no que deveria ter sido somente o brilho dos teus dias..
 - Perdoa-me, porque fui:
A pedra...A nuvem...O espinho...
Mas juro que somente quis ser eu mesmo e tu não me aceitas-te imperfeito. Assim é com magoa e uma lágrima rebelde e até de raiva que pela ultima vez te peço:
-Esquece-me e a tudo o que fui. Esquece que eu existi e existo... Sê feliz finalmente pois somente assim eu conseguirei seguir o meu caminho errante nesta solidão que me assola!
-Esquece o que sou...Perdoa-me se não fui as flores no teu jardim ou a luz que iluminou o teu caminho...Perdoa-me se não fui o teu porto de abrigo ou até o apoio na tua caminhada. 
Perdoa-me se não consegui dar-te a felicidade que merecias e mereces.
Assim se conseguires...Deleta-me

Inconsequente, inconsciente e egoísta

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Tantos escritos...

Hoje vou somente deixar as palavras falar

É verdade. Tantos escritos estas minhas mãos já embalaram, muita tinta já correu por canetas e por estes dedos orientadas entre bytes, megabytes e gigabytes.
Sarapintados entre as azafamas de ligações interligadas por impulsos esquisitos.Todas as teclas são batidas por mãos mais ou menos ágeis, no pouco importante da rapidez que as prime.
Pouco interessa, nem faz diferença nenhuma, pois apenas se escrevem e compõem escalas aparatosas, na sua maior parte , com o fim de convencer o leitor que o mar tem mesmo agua salgada ou sei lá. Que, por exemplo; o nosso céu é bem mais azul, de que os nossos ares são mais puros, mais saudáveis!
E eu estou para aqui sem conseguir realmente respirar fundo e gritar com força, tamanha é a vontade que sinto de acordar os vizinhos.
Ate as águas poluídas do meu rio Lis são límpidas e bem se podem confundir com os meus não menos poluídos pulmões, entre o fumo tresloucado neste cigarro que acendo com raiva ciente que um dia me irá matar…
Escrevo, porque não sei falar, as palavras que me sobram da escrita, faltam-me na voz.
Embalo mais este escrito na esperança que adormeça…
Ou que pelo menos acalme..

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

No Limbo...

Limbo...
Tenho pavor…
Um tremendo medo de me perder...

Sei que se tal acontecer, não mais me vou voltar a encontrar. Hoje eu não escrevo para ninguém, nem mesmo sequer para mim pois de palavras sequei. Sinto tão somente que se me acabou a vontade, o desejo e só restou a dor. Acabou-se-me tudo o que eu era e isso era, na verdade e de facto tudo o que tinha e que continha tudo o que fui. "The End".

Ainda  agora acabei de chegar e já tenho as malas prontas para partir, nem as cheguei a desfazer. As horas…


O meu velho relógio continua redondo, ainda no mesmo sitio e na mesma parede, e eu parei. Os ponteiros, sei que esses não vão parar por mim, nem tão pouco esperar pela minha partida e este momento… Bom...Este é o momento em que me sinto naquela espécie de limbo que me faz lembrar aquelas relações amorosas que não dão certo e que se extinguem diante dos nossos olhos.
E ali... Ao alcance da minha mão surgem aqueles momentos com os quais nunca soube lidar. Talvez porque nunca tenha percebido ao certo, se o tempo parava mesmo para eu  respirar numa espécie de último ar partilhado mas já tão só meu, ou já tão só dele, do próprio tempo. 
Por tudo isto, não sou capaz de decifrar estes eternos segundos e não sei se é com alívio que os vejo correr apressados na redonda mancha da parede onde afinal, outrora esteve um relógio quadrado. Já não sei se é por dor que já um quase de um nada sinto...Isso assombra-me…E volto a ter medo. Muito medo de me perder.
Assim... Vou ficar e não fico somente porque queira muito ou porque aqui algo me prenda, vou ficar somente porque não sei partir. Porque bem no fundo da alma, ainda julgo serem estes, somente, aqueles segundos que passaram e não os segundos que faltam passar e que  farão  com que eu saia e de novo volte a partir !!!.

Basta de palavras...




Hoje somente frases sobre as quais tenho reflectido depois de facilmente escrever. Palavras...
Palavras leva-as o vento !
Confesso que muito disse e escrevi sem fazer a devida vénia para o sentido e o sentimento do que de maneira fácil colocava no papel e ou dizia para as pessoas. Sim confesso-me errado mas mais vale tarde que nunca e por isso mesmo todas as coisas ditas me fazem hoje carregar dor e arrependimento.
Assim:

- "Aqueles que falam das alegrias do amor, por certo, nunca amaram. Amar um ser é senti-lo necessário, portanto, sentir-mo-nos nós próprios numa incessante precariedade."

- " Nunca uses a sensibilidade de alguém somente para fazer crescer o teu ego.
Nem nunca sequer ouses fazer de um momento maravilhoso a dois, apenas um prazer teu !!! "

Por tudo isto somente peço, muito humildemente como errado que tenho sido:
- Que jamais eu não perca a vontade de doar este enorme amor que teimoso existe no meu coração a alguém que me mereça e á qual eu mereça de verdade, mesmo sabendo que muitas vezes, ele será submetido a provas e até rejeitado...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Deveria ser... Amar !




Amar de verdade é ver não é somente ver a imperfeição na hora da despedida. 
Para o amor ser verdadeiro, obrigatoriamente duas pessoas que se amam tem que coexistir. Amar é recordar tudo que se foi passado por dois corações, os maus mas sobretudo os bons momentos, somente assim duas almas podem amar.
Amar é conseguir ver na luz do olhar da pessoa que realmente se ama. Amar é compartilhar as alegrias e tristezas e sobretudo os segredos. Amar é 
relaçao a dois. Amar é conseguir ficar parado a olhar a pessoa que se ama e dizer :
 - EU TE AMO !
Amar é ter a ombridade de olhar com os olhos da alma... Amar é compreender que a pessoa que voçe ama se torna essencial e unicamente mais importante do que a sua propria vida. Amar deverá ser o partilhar do mesmo ar da pessoa amada.
Amar é jamais abandonar a pessoa que amamos nos problemas, contrariedades e enfermidades que certamente possam e vão aparecer no caminho a dois. Amar é estar juntos unidos em uma so alma,pois amar para mim; so tem um significado...
- Amar de verdade !!!

Sinto-me  só... Perdoa-me não ser capaz de amar sozinho.

Beijos do teu amor eterno.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Temos Pena !!!!

Ora então, para aqueles que estavam fartos de mim, tenho pena, mas hoje resolvi voltar. Não porque tenha saudades ou por simples”birra”, voltei hoje, porque a minha vontade de escrever se sobrepôs á perguiça e inércia instalada nestes dedos ociosos e já enferrujados, de nada fazer por uma escrita que em tempos já foi facil.
Quando em 2004 escrevia textos do genero “Pedaços de mim” ou “Crónicas de um pecado mortal” e com eles causava amores e odios, aprendi que o ter cuidado com as palavras e ser “politicamente correcto”, não era o oceano calmo onde poderia nadar sem medo de ser engolido por uma mega-onda.
Hoje, e relembrando alguns comentarios entendo que somente quem escreve fantasia e ou ficção sobrevive neste mundo das emoções/relacões dos post e coments. Mas sabem…Melhor, querem saber o que eu penso a este respeito? 
Que tudo o que é escrito sem ser sentido somente tem a finalidade de mostrar para os outros precisamente o contrario do que somos na realidade.
Provavelmente, nos meus primeiros escritos, tambem eu entrei de cabeça nesse carrocel de falsas emoções e sabem… Em vez de engrandecer o meu ciclo restrito de amizades eu o diminuí porque fiquei hipócrita e convencido que o mundo e as pessoas giravam em meu redor.
Quando acordei para a realidade, e nunca é tarde demais para nada nesta vida, olhei em volta e posso afirmar com plena certeza que estava mais só que nunca.
Hoje, depois de ter desaparecido destas coisas das escritas para impressionar, muitas coisas poderia escrever para me justificar,mas não, sei que há fins que justificam os meios e não vou, nem quero faze-lo. Hoje…
É, hoje somente me deu vontade de dizer:
“Estas palavras que escrevo…”
Palavras…
Quer sejam as nossas ou as alheias, sempre causam efeito.


Agora eu pergunto-me…Pergunto-vos:
Que fazer com o que elas, as palavras, nos deixam dentro do peito?
-Tristezas… Alegrias… Ciúmes e até … Agonia.
Mas…A verdade, é que seja qual for o sentimento que deixem,
A verdade é que alteram o rumo do meu dia.
Volto a perguntar-me…A perguntar-vos:
-Como podem simples verbos, minusculos adjectivos,
pronomes mais ou menos (im)pessoais e afins,
Como podem todos eles juntos, misturados ou sobrepostos,
Influenciar tanto as nossas vidas?
-Que estranho !!!
Que poder é este que simples palavras têm,
E que tanto mudam as coisas dentro de mim…De nós?
Escrever… É  a meu ver, montar um quebra-cabeças com palavras.
construir frases subordinadas, assindéticas.
Revelar assim, sujeitos ocultos, esconder determinantes e determinados.
E talvez contra-natura,transformar coisas passivas em activas.
-Refazer…Tentar, talvez em vão, mudar.
Ás vezes usar as palavras para abrir um coração, podem gerar conflitos.
Mas que fazer quando elas teimam em não se calar?


Usa a tua mente alia-a ao teu coração e deixem que voem livremente.
As palavras quando nos saem do fundo do peito
Sérias, verdadeiras servem para lavar a alma.
Então…
Neste momento, o que importa se a todos vão agradar.
Fica em paz, fica bem e com a plena certeza  de que elas irão cumprir sua função.
Porem arrisco um conselho:
-Certifiquem-se apenas que essas palavras vêm do coração.
E se mesmo com todo este processo, escrever se torna algo dificil,
deixa o silêncio reinar…
Porque dias há em que as palavras “emboladas” demoram a voltar para o lugar.

Desolado...Confuso e até furioso !!!



Está bem... Tenho andado arredado deste pedaço de mim, mas....Existem horas da nossa existência em que nada do que nos rodeia nos trás a motivação de estar em lugar algum e isso é o que me tem acontecido. Por isso mesmo, hoje não me vou (re)encontrar mas sim tentar sair desta apatia que me deixa plantado no fundo do sofá sem vontade de falar ou ouvir o meu nome.
Por muito esforço que o meu corpo desprenda e que a minha cabeça tente não sou capaz de passar ao lado dos meus últimos três anos. Por muito que tenha sido cruel, foi um período em que sonhei e somente isso fez com que consegui-se de uma maneira ou outra tropeçar ,cair e levantar.
Certo...Gente sofreu com o meu sofrer, oportunidades me foram dadas e eu próprio me dei a oportunidades.
O certo é que terrivelmente hoje me sinto, com todos os horrores que tenha praticado, usado e tratado como lixo que sei que não sou.
Chego á conclusão de que o maldito dinheiro é o culpado do bom e do mau. Tens dinheiro és amado com paixão, não tens...Aí deixas de prestar, és horrível, fizeste tudo o que de pior se pode fazer a uma pessoa.
É uma droga... Assim como "Droga" é a minha vida. Queria poder pedir perdão mas os últimos acontecimentos fazem com que a revolta de me ter enganado em demasia nas pessoas em que depositei a minha confiança. Sinto-me simplesmente como um preservativo usado jogado em um canto.
Maldito coração que me atraiçoas!!!
Agora me pergunto...Como se pode passar a odiar uma pessoa que se ama?
Ajudem-me por favor.
Um dia ainda virei a ter juízo !!!!