RADIO ATALTIC SEA

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Basta de palavras...




Hoje somente frases sobre as quais tenho reflectido depois de facilmente escrever. Palavras...
Palavras leva-as o vento !
Confesso que muito disse e escrevi sem fazer a devida vénia para o sentido e o sentimento do que de maneira fácil colocava no papel e ou dizia para as pessoas. Sim confesso-me errado mas mais vale tarde que nunca e por isso mesmo todas as coisas ditas me fazem hoje carregar dor e arrependimento.
Assim:

- "Aqueles que falam das alegrias do amor, por certo, nunca amaram. Amar um ser é senti-lo necessário, portanto, sentir-mo-nos nós próprios numa incessante precariedade."

- " Nunca uses a sensibilidade de alguém somente para fazer crescer o teu ego.
Nem nunca sequer ouses fazer de um momento maravilhoso a dois, apenas um prazer teu !!! "

Por tudo isto somente peço, muito humildemente como errado que tenho sido:
- Que jamais eu não perca a vontade de doar este enorme amor que teimoso existe no meu coração a alguém que me mereça e á qual eu mereça de verdade, mesmo sabendo que muitas vezes, ele será submetido a provas e até rejeitado...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Deveria ser... Amar !




Amar de verdade é ver não é somente ver a imperfeição na hora da despedida. 
Para o amor ser verdadeiro, obrigatoriamente duas pessoas que se amam tem que coexistir. Amar é recordar tudo que se foi passado por dois corações, os maus mas sobretudo os bons momentos, somente assim duas almas podem amar.
Amar é conseguir ver na luz do olhar da pessoa que realmente se ama. Amar é compartilhar as alegrias e tristezas e sobretudo os segredos. Amar é 
relaçao a dois. Amar é conseguir ficar parado a olhar a pessoa que se ama e dizer :
 - EU TE AMO !
Amar é ter a ombridade de olhar com os olhos da alma... Amar é compreender que a pessoa que voçe ama se torna essencial e unicamente mais importante do que a sua propria vida. Amar deverá ser o partilhar do mesmo ar da pessoa amada.
Amar é jamais abandonar a pessoa que amamos nos problemas, contrariedades e enfermidades que certamente possam e vão aparecer no caminho a dois. Amar é estar juntos unidos em uma so alma,pois amar para mim; so tem um significado...
- Amar de verdade !!!

Sinto-me  só... Perdoa-me não ser capaz de amar sozinho.

Beijos do teu amor eterno.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Temos Pena !!!!

Ora então, para aqueles que estavam fartos de mim, tenho pena, mas hoje resolvi voltar. Não porque tenha saudades ou por simples”birra”, voltei hoje, porque a minha vontade de escrever se sobrepôs á perguiça e inércia instalada nestes dedos ociosos e já enferrujados, de nada fazer por uma escrita que em tempos já foi facil.
Quando em 2004 escrevia textos do genero “Pedaços de mim” ou “Crónicas de um pecado mortal” e com eles causava amores e odios, aprendi que o ter cuidado com as palavras e ser “politicamente correcto”, não era o oceano calmo onde poderia nadar sem medo de ser engolido por uma mega-onda.
Hoje, e relembrando alguns comentarios entendo que somente quem escreve fantasia e ou ficção sobrevive neste mundo das emoções/relacões dos post e coments. Mas sabem…Melhor, querem saber o que eu penso a este respeito? 
Que tudo o que é escrito sem ser sentido somente tem a finalidade de mostrar para os outros precisamente o contrario do que somos na realidade.
Provavelmente, nos meus primeiros escritos, tambem eu entrei de cabeça nesse carrocel de falsas emoções e sabem… Em vez de engrandecer o meu ciclo restrito de amizades eu o diminuí porque fiquei hipócrita e convencido que o mundo e as pessoas giravam em meu redor.
Quando acordei para a realidade, e nunca é tarde demais para nada nesta vida, olhei em volta e posso afirmar com plena certeza que estava mais só que nunca.
Hoje, depois de ter desaparecido destas coisas das escritas para impressionar, muitas coisas poderia escrever para me justificar,mas não, sei que há fins que justificam os meios e não vou, nem quero faze-lo. Hoje…
É, hoje somente me deu vontade de dizer:
“Estas palavras que escrevo…”
Palavras…
Quer sejam as nossas ou as alheias, sempre causam efeito.


Agora eu pergunto-me…Pergunto-vos:
Que fazer com o que elas, as palavras, nos deixam dentro do peito?
-Tristezas… Alegrias… Ciúmes e até … Agonia.
Mas…A verdade, é que seja qual for o sentimento que deixem,
A verdade é que alteram o rumo do meu dia.
Volto a perguntar-me…A perguntar-vos:
-Como podem simples verbos, minusculos adjectivos,
pronomes mais ou menos (im)pessoais e afins,
Como podem todos eles juntos, misturados ou sobrepostos,
Influenciar tanto as nossas vidas?
-Que estranho !!!
Que poder é este que simples palavras têm,
E que tanto mudam as coisas dentro de mim…De nós?
Escrever… É  a meu ver, montar um quebra-cabeças com palavras.
construir frases subordinadas, assindéticas.
Revelar assim, sujeitos ocultos, esconder determinantes e determinados.
E talvez contra-natura,transformar coisas passivas em activas.
-Refazer…Tentar, talvez em vão, mudar.
Ás vezes usar as palavras para abrir um coração, podem gerar conflitos.
Mas que fazer quando elas teimam em não se calar?


Usa a tua mente alia-a ao teu coração e deixem que voem livremente.
As palavras quando nos saem do fundo do peito
Sérias, verdadeiras servem para lavar a alma.
Então…
Neste momento, o que importa se a todos vão agradar.
Fica em paz, fica bem e com a plena certeza  de que elas irão cumprir sua função.
Porem arrisco um conselho:
-Certifiquem-se apenas que essas palavras vêm do coração.
E se mesmo com todo este processo, escrever se torna algo dificil,
deixa o silêncio reinar…
Porque dias há em que as palavras “emboladas” demoram a voltar para o lugar.

Desolado...Confuso e até furioso !!!



Está bem... Tenho andado arredado deste pedaço de mim, mas....Existem horas da nossa existência em que nada do que nos rodeia nos trás a motivação de estar em lugar algum e isso é o que me tem acontecido. Por isso mesmo, hoje não me vou (re)encontrar mas sim tentar sair desta apatia que me deixa plantado no fundo do sofá sem vontade de falar ou ouvir o meu nome.
Por muito esforço que o meu corpo desprenda e que a minha cabeça tente não sou capaz de passar ao lado dos meus últimos três anos. Por muito que tenha sido cruel, foi um período em que sonhei e somente isso fez com que consegui-se de uma maneira ou outra tropeçar ,cair e levantar.
Certo...Gente sofreu com o meu sofrer, oportunidades me foram dadas e eu próprio me dei a oportunidades.
O certo é que terrivelmente hoje me sinto, com todos os horrores que tenha praticado, usado e tratado como lixo que sei que não sou.
Chego á conclusão de que o maldito dinheiro é o culpado do bom e do mau. Tens dinheiro és amado com paixão, não tens...Aí deixas de prestar, és horrível, fizeste tudo o que de pior se pode fazer a uma pessoa.
É uma droga... Assim como "Droga" é a minha vida. Queria poder pedir perdão mas os últimos acontecimentos fazem com que a revolta de me ter enganado em demasia nas pessoas em que depositei a minha confiança. Sinto-me simplesmente como um preservativo usado jogado em um canto.
Maldito coração que me atraiçoas!!!
Agora me pergunto...Como se pode passar a odiar uma pessoa que se ama?
Ajudem-me por favor.
Um dia ainda virei a ter juízo !!!!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Falar-te de mim


Hoje quero falar-te da dor incubada em todos os meus poros.
Não quero usar de lógica nem de coerência…
Quero falar-te dos ontem(s) obscurecidos pela névoa que me rouba o ar
Quero falar-te do meu amanhã, de uma realidade insólita que gravita fora de órbita.
Quero falar-te das duvidas semeadas no meu sangue quente e tão vermelho como o teu.
E da âncora que esta presa nas minhas artérias, rasgando-me as certezas incertas.
Quero falar-te de um sol que se deita na minha alma e me queima a sanidade e serenidade
Quero falar-te dos meus pés cançados mas que semeiam flores.
Quero falar-te do meu chão árido, dos meus tropeços, dos meus passos que deixaram marcas no caminho
Quero falar-te dos meus braços estendidos na imensidão de um talvez, ou não !!
Dos meus lábios desertos aridos de beijos, quero falar-te.
Quero falar-te das tristezas (in)trançadas no meu cabelo grisálho que um dia foi louro,
Quero falar-te dos meus sonhos que embrulho em mortalhas de fino linho.
Quero falar-te de todos os meus gritos perdidos na multidão e dos fantasmas presos no meu porão
Quero falar-te das sombras que me observam e riem de mim
Quero falar-te de vida com vestes de cetim que beija o sentimento
Quero falar-te dos meus entre tantos, dos meus entre meios, dos meus entre outros
Quero falar-te de um lugar perdido dentro de mim que jamais irei encontrar.
Quero falar-te das minhas pedras no sapato, na alma e na garganta.
Da indiferença com a qual ja me habituei !
Quero falar-te de silêncios sublimes que me afloram os tímpanos
Quero falar-te de meus erros sem consertos e dos consertos dos meus erros.
Quero falar de um eco de renuncia que ecoa em meus sussurros, gritos e sonhos
Quero falar-te dos rios que correm em mim e deságuam em ti
Quero falar-te de um naufrágio no qual morri afogado em loucura e medo
Afinal…
Quero somente falar-te de mim !!!
P.F.

Basta...


- Basta...

Não vou querer mais iludir e enganar o meu coracao. Hoje e aqui deixo a promessa de que não voltarei a medo de sair com dor, ferido de sofrer e de me entregar. Sinto grande vontade de viver. Quero procurar e encontrar o que ainda não tenho e que tanta falta me faz,
- Basta... 
Nao vou voltar a fingir que nao percebo e entendo os sinais do meu corpo ou que nao sinto meu coracao a bater tao forte que se me assoma a sensação de que vai saltar do meu peito. Não posso e não nego que sinto o suor frio nas minhas mãos e agarganta seca. Não... Não vou negar que os meus dedos tremem e não conseguem firmeza para segurar como no passado, a caneta no papel e assim a minha letra sai tremida.
- Basta...
Nao vou voltar a segurar meu choro e sequer voltar a esconder as lágrimas que insistem em correr marcando sulcos no meu rosto demasiado cansado
- Basta...
Nao vou jamais voltar a envergonhar de tudo o que sinto. Vou sair sem me aventurar e procurar o que de antemão sei que esta perdido em algum lugar da minha alma e apenas espera o exacto momento para ser encontrado.
- Basta...
Está na hora. Tenho sede de emocoes como nunca pensei ter um dia quero rir, chorar, correr, cair, levantar, tentar e com todas estas aprender. Quero poder olhar apra tras sem arrependimentos, sem ter vontade de voltar a construir de inicio a minha historia. Quero acreditar, estar certo de que fiz minha parte e que quando certo, voltaria a dizer cada palavra mas que quando errado admitir e aceitar ajuda.
- Basta...
Para quem não sabe, ou não quer saber, também dentro do meu peito bate um coração, endurecido, é certo, mas mesmo assim um coração que me diz para gritar:
- Basta !
Porque porque existe em mim uma vontade enorme de mudar e colocar em pratica as licões que aprendi a ferro e fogo somente porque esse coração foi aos poucos transformado numa pedra cinzenta e fria. Hoje entendo que nao preciso provar nada para ninguem porque ninguem me provou abslutamente coisa alguma... Hoje sei como sou errado e aceito... Sei que a luta é dificil e que estou sozinho mas tenho o querer e isso basta. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014



Este será o momento ideal para, com a entrada de um novo ano, eu repensar e (re)encontrar o que realmente é o mais importante para mim. Com a entrada de um espaço temporal que em ultima analise poderá e mais importante, deve ser, voltar-me a tempo inteiro não para o que se passou mas para o que se irá passar não nos próximos trezentos e sessenta e cinco dias, mas tão somente, em cada momento, ao segundo !
Não quero ser sincero para quem me rodeia até porque não o poderei fazer se em primeiro lugar não o for para mim mesmo. Longe vão os tempos em que a minha escrita se direccionava para as quimeras baseadas na minha vida passada, experiência, intuição e um sem numero de armas que a mim, pouco me valeram neste percorrer descalço, por caminhos sinuosos que encheram de chagas, não os meus pés cansados mas o meu corpo.
Muitas tem sido as minhas batalhas nesta guerra que prevejo nunca acabar. Estou cansado é certo, mas também não tenho como me evadir e fazer-me desertor perante uma vida que somente é minha. Posso e devo ser "objector de consciência", mas somente isso!
Toda a tristeza que sinto por me julgarem sem que tenham um dia colocar nos pés os meus chinelos e percorrido e ou sentindo na pele, (e na alma), o que eu senti, terem comido do mesmo prato que eu comi, terem escalado ás mesmas montanhas que escalei, ou sequer terem sentido o sal das lágrimas que chorei. Sim, toda esta tristeza e angustia faz de mim, um soldado melhor mas não um herói.
Espero assim, neste ano que hoje começa, fazer com que cada segundo traga somente para mim as consequências dos meus actos.
Deixando aqui e agora, não a promessa mas o compromisso, de que a cada instante serei somente eu a verdadeira motivação de todas as minhas lutas.