RADIO ATALTIC SEA

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Hoje falei comigo ao espelho...

...
De repente, tu vês que aprendeste várias coisas. Não de repente, pelo contrario,foi aos poucos. "De repente", acredita, não quer dizer que tu aprendeste o que pensas saber rapidamente; Quer dizer, isso sim que não percebes que todos os dias são de aprendizado, até que dia talvez consigas aprender o suficiente para te entenderes e aos outros.

Olhas mil vezes para as tuas fotos antigas e não consegues sequer enxergar-te. Lembras as frases ditas e até as atitudes tomadas e as tratas como se fossem de um outro alguém. Aprendes com dor, que não há amor que não acabe, doença que não se cure e que não há uma estrada sem fim. O caminho que terás de percorrer, sim, esse tem fim. Basta quereres e desejares e sobretudo, Acreditares estar a percorrer o caminho certo, basta em momentos também perceberes que o teu caminho é errado e esperar pelo próximo retorno. É uma estreita estrada de dois sentidos.

De repente...
sentes-te demasiado cansado de muito tentar aprender quando, a bem da verdade, estás é, simplesmente demasiado cansado de estar rodeando de "gentes" que não aprenderam coisa nenhuma. Não te preocupes a seu tempo, todos aprendem. O problema consiste na demora... essa por vezes é tamanha que acabam por morrer antes da primeira aula.

Talvez tu tenhas aprendido mais que eu, ou quem sabe menos,poderás então ter aprendido coisas diferentes, ou faltado a todas as tuas aulas mais importantes. Não sei, mas a minha única certeza é que eu não concordo com uma vírgula do que tu dizes.

...Eu não sou o que queres que eu seja !!!


Abreijo

sábado, 14 de junho de 2014

Perplexo...

Foz do Liz   (Foto de Silvério Leal)
O meu dia amanheceu radiante, muito embora a descida ao centro de mim me tenha perturbado o adormecer. Caí a pique nas profundezas do interior dos meus pensamentos e nada mais encontrei senão perplexidade...Senti a "força G" da velocidade da descida e sem que nada pode-se fazer, senti um nó na garganta, o aperto natural de quem é surpreendido por algo que, quase (sobre) naturalmente, faz disparar todos os alarmes que subtilmente estão instalados em alguém que faz da sua experiência de vida, alimento. Hoje, e apesar de ter sentido uma imensa dor quando por descuido ou incúria, bati com o dedo do pé na perna da primeira cadeira que se atravessou no meu caminho, senti que existem "coisas" para as quais não existem explicações.

Se um dia me perguntarem: Quanto me amas...Como ou porquê, vou fazer o mesmo que fiz ao entrar no banho morno que "aquietou" a inexplicável perplexidade com que despertei, tempéro o discurso, modero a queda e força do impacto e deixo que as palavras me relaxem o corpo tenso, por não saber o que pensar...

Simplesmente desisto de lutar contra moinhos de vento como se gigantes se trata-se...Sorrio e sinto o gosto (agri) doce do momento, e consigo facilmente reduzir a equação a somente "UM" que multiplico por dois aos quais tento subtrair um "numero primo" e nada resulta...

Desisto...

Decido que; A minha vida jamais vai voltar a ser a mesma e como tal, deixar as coisas correr com naturalidade.

Se comparar...É como o curso de um rio. na nascente é um simples fio de agua, quiçá, somente uma gota. Mas que se transforma em imenso caudal na sua foz. No seu caminho enfrenta a calmaria, as quebras e requebras, e uma calamidade de obstáculos dos quais harmoniosamente se desvia e contorna.

Perplexo...Sim !!!
Assustado... Não !!!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Arreliado...


Hoje depois de muito olhar dentro do que me trás "Pi-Urso", em "brasa", de "saco 
cheio" ou chateado, procurei nas palavras que conheço para o que sinto, e 
lembrei-me de uma que anda arredada não só do meu vocabulário, mas do 
vocábulo geral e senti saudades de muitas outras.
Termos, palavras ...
Termos dos quais mesmo arreliado sinto não só saudade mas falta.

Arreliado:
No presente do indicativo, EU ARRELIO
No preterito perfeito do indicativo, EU ARRELIEI
No preterito imperfeito do indicativo, EU ARRELIAVA...
Em toda a conjugações deste verbo, ARRELIAR, ARRELIANDO, ARRELIADO...

Eu me perco por um ritmado Tic-Tac de emoções tal como a divisão silábica da 
palavra; AR.RE.LI.AR

Ou mesmo até na classificação de verbo transitivo que lhe é atribuída e delicio-me ao viajar pelo gerúndio, pelos sinónimos, mas sobretudo sobre o significado:
V.T.
1.ABORRECER, IMPORTUNAR, ARRELIAR ALGUEM DE PROPOSITO !!!

E uma coisa posso garantir; Deixei de estar ARRELIADO, Porque somente me 
acerca citar o INFINITIVO...
-NÃO ARRELIES EU; NÃO ARRELIE TU; NÃO ARRELIEMOS ELE; NÃO ARRELIEIS NÓS; NÃO ARRELIEM VÓS !!!

E assim grito no FUTURO DO COONJUNTIVO...
-QUANDO ELES ARRELIAREM...
Vou simplesmente sorrir, ao som do que eu poderia por palavras que esqueci responder,
E somente SORRIR

Abreijo

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Virtualidade e Relação...Quais as consequências?

Para viver em comunidade é preciso se desprender do individualismo, reconhecer que o sujeito é um ser social e tem intrínseca a necessidade de relacionamento. A chamada relação interpessoal promove trocas de informações de acordo com a bagagem cultural associada à educação, história de vida e afabilidade. Esta última, cada vez mais escassa vem sendo “engolida” pela globalização.
Antes da era digital, as relações sociais eram mais próximas, as cartas enviadas além de palavras transmitiam sentimentos. O que se observa na atualidade é um distanciamento tanto físico quanto emocional causado pela falta de comunicação levando a carência social, muitas culturas pregam o individualismo e caminham para o egoísmo e o exclusivismo.
As redes de relacionamento trazem duas vertentes: primeiro, uni a população através de redes sociais, dando lugar às informações que chegam cada vez mais rápidas por meio da Internet e das Mídias em geral; segundo, abre paradoxos, onde as pessoas estão juntas, mas não estão próximas e ao mesmo tempo em que pertencem à mesma tribo ofertam pouco contato social, ganham em quantidade e perdem em qualidade.
Ao fazer parte de uma comunidade o ser humano sente-se pertencente ao grupo, os adolescentes sabem bem o significado desse movimento, procuram se vincular a uma determinada coligação com o objetivo de fortalecer sua identidade.
Paradigmas vão surgindo, de um lado o sujeito tenta conectar-se com as mais variadas tribos e etnias, por outro, a era digital pouco tem aproximado as pessoas efetivamente, produzindo como consequência mais grupos, menos vínculos e uma relação pouco coesa.
Se nas comunidades as pessoas pouco se comunicam em meio à suposta correria do dia-a-dia, o que dizer dos prédios onde mal os vizinhos se cumprimentam?
Os sites de relacionamento não são diferentes, os que supostamente serviriam para aproximar as pessoas pouco tem utilidade, neste sentido apenas uma quantidade micro de pessoas se relacionam de verdade, o macro apenas fica de “longe” observando.
É notório que nem todos são pertencentes ao mesmo grupo de amigos, não se pode afirmar para os que se aventuram nas redes sociais a existência de laços profundos de amizades, mas se faz necessário fazer uso da educação, gentileza e diplomacia.
Os sites de relacionamento possibilitam ao sujeito interagir, aprender a coexistir, se relacionar de modo flexível e fazer uso do tato e discrição. Ciente que, ninguém é obrigado a se vincular, aceitar e participar deste grande grupo comunitário que são as redes sociais.
Talvez essa falta de sociabilidade nas redes sociais seja apenas reflexo das relações familiares, encontros esses que estão se tornando cada vez mais resumidos e escassos. Este formato cruza com a imagem da família contemporânea fragmentada e afastada, onde poucos coexistem de verdade. A cultura prega o individualismo e a individualidade, consequência disso é o sujeito cada vez mais solitário.
Verifica-se ainda à falta de diálogo entre pais e filhos, o que contribui para ausência de contacto afetivo originando sofrimento. Não se pode atribuir à culpa a era digital por completo, esta apenas traduz a dinâmica familiar, social e cultural.
O sujeito não necessariamente precisa pertence à mesma tribo, mas pode compartilha dessa suposta “igualdade”, mantendo uma relação cordial com os demais ou mesmo decidir por se afastar quando necessário.
Todos têm liberdade de escolha e através dela poderão optar por construir relações mais verdadeiras e transparentes.

Segundo analise de:
(Jacqueline Meireles-Psicóloga/Consultora)

A minha análise fica-se pelo que me parece e o que parece é que as pessoas gostam de levar pancada...Hoje amam e não vivem sem...Amanha. Máximo depois de amanha já tem novo amor ou pretendente. Pena já não contar o cheiro...O toque e a verdadeira essência de uma relação O AMOR!
Já errei e deixei que a minha fraqueza, e quiçá a minha carência, me levassem a falar, e até permitir-me, a julgar estar a sentir, o que ao acordar se me deparou como um erro crasso. Mas para bem da minha sanidade, e ate da senilidade alheia, eu resolvi, em bom momento colocar um fim. Agora até sou o "DIABO EM FIGURA DE GENTE" mas acreditem que não estou nem aí...Quero continuar a ser o homem errado e a errar, mas sozinho e a dormir muito bem com a minha consciência.
Não tenho nada contar a VIRTUALIDADE nas relações...Um dia, todos nós aprendemos à exceção, dos que cegos continuam a não querer ver o quanto estão errados e mais, querem que os demais sejam como eles!
Abreijo !!!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dor...Sofrimento & Solidão...

Pela "enésima" vez, repito para mim mesmo, o que afinal quero eu da vida quando hoje me sinto o pior de todos os mortais ao cimo deste planeta.
E, se repito, não é certamente para me desculpar dos erros crassos e constantes, que durante a minha vida venho cometendo, como se um atraso mental governa-se este meu cérebro encaixado num crânio farto de bater contra as paredes. volto a repetir o meu conceito para sozinho tentar perceber o que de errado se passa comigo.
Sei que me sinto infeliz e essa infelicidade, fiel companheira de já muitas luas, deveria no mínimo ter-me ensinado alguma coisa, mas não, somente me faz cometer erros e com esses erros fazer sofrer quem não merece de todo.
Que me adianta o argumento, "Mesmo depois de teres passado por tanta merda...", ou o velho espírito do Calimero, que "tudo me acontece". ou ter a resposta pronta, "vai-se andando" à pergunta: como estás?

Quero somente dar um "BASTA"... Responder que não estou bem quando a minha vida esta realmente uma confusão, encarar sem refúgios, as rasteiras da vida e sim...Deixar que as merdas porque passei sejam enterradas, afinal são defuntas !!!

Odeio a solidão...
Mas que direito tenho de criar ilusões em pessoas que somente procuram a felicidade a que eu me recuso, somente porque essa solidão me assusta. Acho muito sinceramente que cheguei a um ponto em que a volta se torna uma miragem e que estou mais sozinho e isolado que nunca, colhendo os frutos de uma vida, que foi sofrida é certo, mas também muito generosa comigo, afinal estou vivo.

Agora somente não consigo entender-me, ate porque tudo o que já vivi, deveria ter-me ensinado a ser uma pessoa melhor, e melhor não só como homem mas sim estar preparado a não cometer os erros que tanto abomino nos outros.
Pedir perdão?
E que adianta se o que deveria acontecer era não ter motivos para o fazer.

Basta...

Estou farto... e hoje de facto, é um dos piores dias da minha vida...

Façam favor de ser felizes !!!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Acreditar...Sentir..Saber.. Palavras vâs?


Se me disseres que me amas, acreditarei. 
Mas se escreveres que me amas, 
Acreditarei ainda mais.

Se me falares da tua saudade, entenderei. 
Mas se escreveres sobre ela, 
Eu a sentirei junto contigo.

Se a tristeza vier a te consumir e me contares, 
Eu saberei. 
Mas se a descreveres no papel, 
O seu peso será menor. 
(P.F.)



... E assim são as palavras escritas: possuem um magnetismo especial, libertam, acalentam, invocam emoções. Elas possuem a capacidade de, em poucos minutos, cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis. 

Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações. Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.

Viva o amor com palavras faladas e escritas. Mate saudades, peça perdão, aproxime-se. Alegre alguém, ofereça um simples "bom dia". Faça um carinho especial.

Use a palavra a todo instante, De todas as maneiras. Sua força é imensurável. Lembre-se sempre do poder das palavras.

"Quem escreve constrói um castelo, e quem lê, passa a habitá-lo."


Paulo Sin-Mortal figueiredo (de In Vitro 2003)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Na tua ausência...


...A noite anuncia a sua leve aportada,
Engrandecido alento, leve e precisa no tempo,
Abraço materno, concubina do infindável vento.
O seu abafamento, majestosa curva,
Circular mundo abrangente, que abraça as imensas montanhas,
A afável floresta viva, as extensas pradarias de papoilas sentidas,
O horizonte infinito e curvilíneo, singular força de almas outrora vividas.
Escura, cava sombra, imensa mãe negra, côncava mulher pura.
No abismo do vão, outro ser presente, criatura da noite,
Viciada no escuro viajante, eterna luz cintilante,
Poderosa claridade cativante,
Sedutora alma, aluada amiga, aluada amante,
Variada forma apaixonante, de lua cheia a quarto minguante.
Elevada luz, suspensa na noite surge, altiva mulher confidente,
De murmúrio leve e envolvente, de sussurro arrepiante e quente,
Celestial companheira presente, sonho perfeito e ardente,
Excitante arrepio na espinha dormente, estremecimento fervente meu corpo sente,
O amor em nós presente.
No imenso mar adormecido, sobre a nobreza das ondas macias,
Um reflexo, a tua espelhada e imponente aparência, 
Luz eterna, pirâmide universal, brilhante movimento,
Valsa perfeita ao compasso da maresia, apaixonada dança em sintonia,
Luar cósmico e profundo, cintilante amor, resplandecente calor, luminoso amor.
Luar, poderoso momento,
Cintilante amiga, colossal no tempo, de claridade transparente,
Imensa mãe, mulher pura.

P.F.
(do original: "Sem tirar nem pôr" 2006)
Abreijo