E assim, depois de muito adiar, num dia como qualquer outro, decidi partir...
Para quê e porquê adiar o inadiável ?
Decidi com a dor da derrota não esperar as migalhas que sobraram de uma relação condenada ao fracasso e que insisti em manter mesmo ferida de morte muito por "Mea culpa", sim... Eu mesmo não tinha sequer o direito de fazer comigo o que fiz, e muito menos com terceiros.
- Decidi somente agora, ver e sentir cada momento como uma oportunidade de encontrar a solução.
- Decidi acreditar que o deserto que eu próprio formei em torno da minha existência, se pode transformar em um oásis.
- Decidi acreditar que cada noite de insónia que tenho é reflexo de clarividência e não de loucura emocional e culpa ou ainda um mistério para resolver.
- Decidi ver e principalmente, permitir-me a acreditar que cada noite mal dormida antecede o ressurgir de um novo dia e com ele uma nova oportunidade de ser feliz.
No dia da partido descobri que meu único rival afinal, não era mais do que minhas próprias limitações, e decidi enfrentá-las porque somente assim posso superara-las. Naquele dia também, descobri que eu não era o melhor nem o mais forte e que muito provavelmente talvez... Nunca o tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde!
Agora o que me importa é simplesmente saber o melhor que importa fazer.
Contudo antes de partir, entendi e aprendi com todas as consequências que o difícil afinal, não é chegar ao topo mas sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo que existe é poder chamar alguém de "amigo".
-Descobri ainda que o amor é mais que um simples estado de paixão ardente. Descobri que o amor afinal é uma filosofia de vida para a qual não fui programado!
Naquele dia, deixei também de ser um simples reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser afinal uma ténue luz no presente. Aprendi portanto que de nada serve ser luz, se não iluminar o caminho dos demais!
-Naquele dia, com uma dor atroz, decidi trocar tantas coisas...
-Naquele dia, aprendi também que os sonhos afinal não existem se não adormecermos...
E desde aquele dia já não me deito para descansar...
-Simplesmente durmo para sonhar!

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